
O autor José Eduardo Agualusa nasceu na Angola, já viveu em Lisboa, Berlim e no Rio de Janeiro. Durante o tempo que viveu em Berlim (2001/2002), escreveu “O ano em Zumbi tomou o Rio”, narrativa sobre a invasão de negros favelados aos bairros ricos cariocas.
Um dos personagens principais, o Coronel Francisco Palmares (uma referência a Zumbi dos Palmares), depois de trocar a África pelo Brasil para esquecer o amor que sentia por Florzinha e esquecer também a guerra que viveu na África, decide fazer justiça a favor dos negros favelados. Ele queria fazer a guerra “descer do morro para o asfalto”. Francisco Palmares vendia armas para os traficantes do Morro da Barriga (referência a Serra da Barriga, onde se localiza o Quilombo dos Palmares) e a revolta seria executada por esses traficantes.
Percebemos nesse livro que os negros querem conquistar seu espaço. É uma história pela igualdade de raças, onde negros lutam para que sejam recompensados por tudo que já passaram nas mãos dos brancos, pelos anos de escravidão, exploração e humilhação que ainda vivem.
No Morro da Barriga, vivem Jararaca, Jacaré e mais milhares de soldados do tráfico. Numa entrevista que Jacaré, após ter lançado seu cd de rap, concedeu a uma emissora de TV da cidade, fica claro o poder que os traficantes têm dentro da favela. Pelo fato de Jacaré estar drogado durante a entrevista e falou muitas coisas que não deveria ter falado, Jararaca manda seus capangas dar uma surra nele, quando Jacaré chega, os manda parar de bater e cortar sua mão fora. Jacaré quer ser político e sua imagem não deve ser afetada pelo rapper.
Outro personagem da história é o jornalista Euclides Matoso Câmara (referência a Euclides da Cunha, outro personagem da luta de Zumbi dos Palmares), um homem negro, anão (media 1m e 13cm) e homossexual. Fora amigo de Francisco Palmares já em Luanda. Mas Francisco achou que o mesmo havia morrido na guerra pela independência angolana.
Percebemos então, que o livro não quer falar somente do preconceito racial, mas também fala do preconceito contra pessoas com deficiências e homossexuais. Além disso, a trama toda tem algumas coisas a ver com o que aconteceu no Quilombo dos Palmares, a revolta daqueles negros em Cantagalo.
O objetivo dos negros com sua revolta é pedir indenização ao governo pelos muitos anos de sofrimento. Jararaca comanda o espetáculo e até alguns policiais negros ficam do lado de Jararaca. Euclides não quer ajudar nisso tudo, mas acabou entrando numa das pequenas guerrilhas que aconteciam em lugares do Rio.
Mas, revoltado, Jacaré seqüestra Anastácia (amante de Jararaca) e Euclides, para vingar-se de Jararaca. Jacaré acaba sendo descoberto e morto.
Enquanto isso, há outras pessoas que pagam milhões para um homem matar Jararaca. Quando esse homem encontra Jararaca, ele aponta-lhe uma arma, mas antes de matá-lo, Jararaca o chama de pai.
O final do livro não tem nada de feliz. Com ele podemos concordar com o autor de que o Brasil ainda não se descolonizou, que é um país racista e que os negros estão sempre como excluídos. Numa entrevista dada por Jararaca, ele diz que “negro no Brasil só consegue grana se for bom de bola, pagodeiro ou se entrar no trafico”, mostrando-nos que dificilmente se formará alguma elite negra no país.
Além de muitas coisas a ver com a revolta na África, percebemos ainda que o autor usa muitas palavras do vocabulário africano, como cimo, quintalão, muadié, meu cota, garoupa, osga, beiçanga, cazumbi, liamba (maconha).
A história toda se mostra contra os paises europeus e suas elites, e compara muito a história de Luanda com a do Brasil, sua independência forçada.
Um dos personagens principais, o Coronel Francisco Palmares (uma referência a Zumbi dos Palmares), depois de trocar a África pelo Brasil para esquecer o amor que sentia por Florzinha e esquecer também a guerra que viveu na África, decide fazer justiça a favor dos negros favelados. Ele queria fazer a guerra “descer do morro para o asfalto”. Francisco Palmares vendia armas para os traficantes do Morro da Barriga (referência a Serra da Barriga, onde se localiza o Quilombo dos Palmares) e a revolta seria executada por esses traficantes.
Percebemos nesse livro que os negros querem conquistar seu espaço. É uma história pela igualdade de raças, onde negros lutam para que sejam recompensados por tudo que já passaram nas mãos dos brancos, pelos anos de escravidão, exploração e humilhação que ainda vivem.
No Morro da Barriga, vivem Jararaca, Jacaré e mais milhares de soldados do tráfico. Numa entrevista que Jacaré, após ter lançado seu cd de rap, concedeu a uma emissora de TV da cidade, fica claro o poder que os traficantes têm dentro da favela. Pelo fato de Jacaré estar drogado durante a entrevista e falou muitas coisas que não deveria ter falado, Jararaca manda seus capangas dar uma surra nele, quando Jacaré chega, os manda parar de bater e cortar sua mão fora. Jacaré quer ser político e sua imagem não deve ser afetada pelo rapper.
Outro personagem da história é o jornalista Euclides Matoso Câmara (referência a Euclides da Cunha, outro personagem da luta de Zumbi dos Palmares), um homem negro, anão (media 1m e 13cm) e homossexual. Fora amigo de Francisco Palmares já em Luanda. Mas Francisco achou que o mesmo havia morrido na guerra pela independência angolana.
Percebemos então, que o livro não quer falar somente do preconceito racial, mas também fala do preconceito contra pessoas com deficiências e homossexuais. Além disso, a trama toda tem algumas coisas a ver com o que aconteceu no Quilombo dos Palmares, a revolta daqueles negros em Cantagalo.
O objetivo dos negros com sua revolta é pedir indenização ao governo pelos muitos anos de sofrimento. Jararaca comanda o espetáculo e até alguns policiais negros ficam do lado de Jararaca. Euclides não quer ajudar nisso tudo, mas acabou entrando numa das pequenas guerrilhas que aconteciam em lugares do Rio.
Mas, revoltado, Jacaré seqüestra Anastácia (amante de Jararaca) e Euclides, para vingar-se de Jararaca. Jacaré acaba sendo descoberto e morto.
Enquanto isso, há outras pessoas que pagam milhões para um homem matar Jararaca. Quando esse homem encontra Jararaca, ele aponta-lhe uma arma, mas antes de matá-lo, Jararaca o chama de pai.
O final do livro não tem nada de feliz. Com ele podemos concordar com o autor de que o Brasil ainda não se descolonizou, que é um país racista e que os negros estão sempre como excluídos. Numa entrevista dada por Jararaca, ele diz que “negro no Brasil só consegue grana se for bom de bola, pagodeiro ou se entrar no trafico”, mostrando-nos que dificilmente se formará alguma elite negra no país.
Além de muitas coisas a ver com a revolta na África, percebemos ainda que o autor usa muitas palavras do vocabulário africano, como cimo, quintalão, muadié, meu cota, garoupa, osga, beiçanga, cazumbi, liamba (maconha).
A história toda se mostra contra os paises europeus e suas elites, e compara muito a história de Luanda com a do Brasil, sua independência forçada.
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