São vários os questionamentos em torno da Língua Portuguesa em sala de aula que podem ser feitos e criticados. Apesar de muitos professores irem para a sala de aula sabendo que o “antigo” método de ensino é muitas vezes “incorreto”, continuam o repetindo, deixando-se levar por ser mais fácil e cômodo.
Os professores recém-formados devem ter consciência de que o livro didático não deve ser usado como única fonte de conhecimento para o aluno. Ele deve ser usado sim, como mais uma delas, afinal, como afirma Marcuschi (org. 2002) “é até fácil perceber que os exercícios de compreensão dos livros didáticos falham em vários aspectos e não atingem seus objetivos”, pois afinal, continuam achando que para compreender o texto o aluno precisa decodificá-lo.
A grande maioria dos livros didáticos traz exercícios do tipo: “retire do texto”, “encontre no texto”, que não levam o aluno a pensar, a refletir sobre o que irá escrever. Quando o professor que tem consciência de que esse tipo de exercício não leva a nada, costuma ouvir de seus alunos perguntas do tipo: “onde está isso no texto, professor?”, pois estão habituados a ler e copiar do que leu e não pensar numa resposta elaborada, tirada de suas próprias opiniões ou críticas.
Outra grande falha em algumas escolas é a de não levar ao aluno o entendimento e a produção de diferentes gêneros textuais. A monotonia das antigas “historinhas” infantis às vezes ainda é muito presente.
Existem diferentes formas de se trabalhar textos em sala de aula, como afirmam Guedes e Souza (org. 1999) “o texto precisa ser tratado como diálogo e não apenas como estrutura” o professor deve “perguntar pelo papel deste texto no diálogo que participa”, levando o aluno a ter criticidade no que lê e no que posteriormente escreve. Quanto à produção textual, o melhor a fazer é deixar o aluno livre para escrever sobre o que quiser, sobre suas experiências de vida, de como vê e vive sua vida, enfim, depois que ele percebe que tanto produzir como ler não são tarefas difíceis, introduzir na sua vida novos conhecimentos, novos gêneros.
O professor deve proporcionar ao aluno a reescrita de seus textos, para que ele mesmo se corrija e talvez mude suas idéias. Apresentar diferentes gêneros textuais no sentido que ele decida se vai escrever um texto narrativo e depois transforme o mesmo numa charge. Para Guedes e Souza, o professor deve “apresentar vários tipos de texto e alertar para o que neles pode ser encontrado”, como numa poesia em que ele encontrará rimas, versos, ou como num texto narrativo em que encontrará enredo, personagens, narrador, enfim, dando ao aluno a possibilidade de conhecer e escolher qual dos gêneros lhe chama mais atenção.
Outro grande ponto fraco das aulas de português são as práticas de leitura em sala de aula. A maioria dos professores diz que se praticarem leitura em sala não vencerão o conteúdo proposto. Mas daí nos perguntamos: até que ponto é válido fazer o aluno decorar regras que ele jamais usará na sua vida? Por exemplo, em que vai diferenciar na vida dele se uma palavra tem radical, vogal temática, desinências, etc? Não seria muito mais válido lhe ensinar como ler corretamente, pois isso sim, lhe acompanhará para o resto da vida? Há muitas coisas que para a vida das pessoas não tem função nenhuma e continuam tornando as aulas massificantes e sem fundamento algum.
A leitura precisa e deve ser uma prática comum nas escolas, pois além de aumentar o vocabulário, ajuda na compreensão do aluno perante textos inteiros e não palavras decodificadas.
Para outros autores “fazer uma leitura de pesquisa guiada pelas orientações do professor, facilita a compreensão parcial ou total do texto”. O professor deve deixar o aluno livre para que escolha livros ou textos que mais lhe agradem, deixando o gosto pela leitura fluir naturalmente.
Guedes e Souza afirmam que “ensinar a ler é contextualizar o texto e explorar os seus possíveis sentidos, aprofundar a leitura é promover um diálogo da leitura feita pelo aluno com a leitura feita pela tradição”, uma tarefa não só para as aulas de português mas para as demais disciplinas também.
Para esses autores ainda, a aula de português ensina uma língua que não é a falada por eles, uma língua cheia de palavras “difíceis e complicadas”. Por isso, sabemos que o desafio se torna ainda maior: como fazê-los criar gosto pra ler uma língua que muitas vezes não compreendem? O professor deve ter bem claro e deixar bem claro para os alunos que existe uma linguagem formal, mais usada na escrita, e uma linguagem não-formal falada, que é mais livre, na qual entram diferentes culturas, diferenças sociais, etárias, enfim, uma língua muito mais ampla.
Segundo o PCN de Língua Portuguesa do Ensino Médio, o aluno deve sair do Ensino Médio sabendo “confrontar opiniões e pontos de vista sobre as diferentes manifestações da linguagem verbal”, aprendendo a ter opinião, a poder criticar o que acredita estar errado e, tornando-se um cidadão consciente de seus direitos e deveres. E com certeza só com muita prática de leitura e escrita é que teremos cidadãos conscientes de seu lugar no mundo e de como devem enfrentar as dificuldades da vida.
Os professores recém-formados devem ter consciência de que o livro didático não deve ser usado como única fonte de conhecimento para o aluno. Ele deve ser usado sim, como mais uma delas, afinal, como afirma Marcuschi (org. 2002) “é até fácil perceber que os exercícios de compreensão dos livros didáticos falham em vários aspectos e não atingem seus objetivos”, pois afinal, continuam achando que para compreender o texto o aluno precisa decodificá-lo.
A grande maioria dos livros didáticos traz exercícios do tipo: “retire do texto”, “encontre no texto”, que não levam o aluno a pensar, a refletir sobre o que irá escrever. Quando o professor que tem consciência de que esse tipo de exercício não leva a nada, costuma ouvir de seus alunos perguntas do tipo: “onde está isso no texto, professor?”, pois estão habituados a ler e copiar do que leu e não pensar numa resposta elaborada, tirada de suas próprias opiniões ou críticas.
Outra grande falha em algumas escolas é a de não levar ao aluno o entendimento e a produção de diferentes gêneros textuais. A monotonia das antigas “historinhas” infantis às vezes ainda é muito presente.
Existem diferentes formas de se trabalhar textos em sala de aula, como afirmam Guedes e Souza (org. 1999) “o texto precisa ser tratado como diálogo e não apenas como estrutura” o professor deve “perguntar pelo papel deste texto no diálogo que participa”, levando o aluno a ter criticidade no que lê e no que posteriormente escreve. Quanto à produção textual, o melhor a fazer é deixar o aluno livre para escrever sobre o que quiser, sobre suas experiências de vida, de como vê e vive sua vida, enfim, depois que ele percebe que tanto produzir como ler não são tarefas difíceis, introduzir na sua vida novos conhecimentos, novos gêneros.
O professor deve proporcionar ao aluno a reescrita de seus textos, para que ele mesmo se corrija e talvez mude suas idéias. Apresentar diferentes gêneros textuais no sentido que ele decida se vai escrever um texto narrativo e depois transforme o mesmo numa charge. Para Guedes e Souza, o professor deve “apresentar vários tipos de texto e alertar para o que neles pode ser encontrado”, como numa poesia em que ele encontrará rimas, versos, ou como num texto narrativo em que encontrará enredo, personagens, narrador, enfim, dando ao aluno a possibilidade de conhecer e escolher qual dos gêneros lhe chama mais atenção.
Outro grande ponto fraco das aulas de português são as práticas de leitura em sala de aula. A maioria dos professores diz que se praticarem leitura em sala não vencerão o conteúdo proposto. Mas daí nos perguntamos: até que ponto é válido fazer o aluno decorar regras que ele jamais usará na sua vida? Por exemplo, em que vai diferenciar na vida dele se uma palavra tem radical, vogal temática, desinências, etc? Não seria muito mais válido lhe ensinar como ler corretamente, pois isso sim, lhe acompanhará para o resto da vida? Há muitas coisas que para a vida das pessoas não tem função nenhuma e continuam tornando as aulas massificantes e sem fundamento algum.
A leitura precisa e deve ser uma prática comum nas escolas, pois além de aumentar o vocabulário, ajuda na compreensão do aluno perante textos inteiros e não palavras decodificadas.
Para outros autores “fazer uma leitura de pesquisa guiada pelas orientações do professor, facilita a compreensão parcial ou total do texto”. O professor deve deixar o aluno livre para que escolha livros ou textos que mais lhe agradem, deixando o gosto pela leitura fluir naturalmente.
Guedes e Souza afirmam que “ensinar a ler é contextualizar o texto e explorar os seus possíveis sentidos, aprofundar a leitura é promover um diálogo da leitura feita pelo aluno com a leitura feita pela tradição”, uma tarefa não só para as aulas de português mas para as demais disciplinas também.
Para esses autores ainda, a aula de português ensina uma língua que não é a falada por eles, uma língua cheia de palavras “difíceis e complicadas”. Por isso, sabemos que o desafio se torna ainda maior: como fazê-los criar gosto pra ler uma língua que muitas vezes não compreendem? O professor deve ter bem claro e deixar bem claro para os alunos que existe uma linguagem formal, mais usada na escrita, e uma linguagem não-formal falada, que é mais livre, na qual entram diferentes culturas, diferenças sociais, etárias, enfim, uma língua muito mais ampla.
Segundo o PCN de Língua Portuguesa do Ensino Médio, o aluno deve sair do Ensino Médio sabendo “confrontar opiniões e pontos de vista sobre as diferentes manifestações da linguagem verbal”, aprendendo a ter opinião, a poder criticar o que acredita estar errado e, tornando-se um cidadão consciente de seus direitos e deveres. E com certeza só com muita prática de leitura e escrita é que teremos cidadãos conscientes de seu lugar no mundo e de como devem enfrentar as dificuldades da vida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário