Alavancada pela idéia de uma educação transformadora, contrária à visão reprodutora e excludente, inerente a educação praticada no país, esta abordagem tem, na figura de Paulo Freire, seu expoente mais significativo. A luta de interesses entre classes populares e as elites convergem para implementação de uma pedagogia da libertação.
Esta abordagem ilumina a urgência da alfabetização e da conscientização das massas, que eram marcadas pela opressão e desigualdade, impedidas de exercerem, de forma plena, a sua cidadania e apontam a relevância de uma pedagogia da palavra contextualizada.
Nas idéias de Freire está implícita a crítica à chamada escola tradicional, que transforma a leitura em um ato de decifração.
A democratização da educação para Freire, supõe um aprendizado da leitura e escrita que abre caminhos para o homem ser agente de si mesmo.
Dessa forma, a leitura autoritária, impositiva, dogmática não tem lugar na proposta freiriana, porque faz com que o aluno reproduza a interpretação certa. A leitura libertária, no entanto, permite que o aluno corra riscos.
Freire ainda critíca a leitura que na escola sacraliza o texto impresso, destituindo-o da condição de questionamento e da interlocução com o leitor, porque portador de verdades. O texto subjuga tanto o professor quanto o aluno.
A leitura libertária torna-se uma ação transformadora, impõe um ato de ler com seriedade, que exige do leitor uma disponibilidade interna para adentrar o texto, compreendendo-o na intertextualidade e no contexto do leitor. A leitura séria compromete o leitor, envolve-o na investigação dos por menores criando uma aproximação entre o contexto do leitor e o do escritor. Para que a leitura permita melhor apropriação das informações, é fundamental que o leitor localize, situe o contexto do autor do texto – o contexto social, político, ideológico, histórico que fez com que o autor escrevesse o que escreveu.
Temos ainda, de Soares, o destaque da diferença entre letramento e alfabetização. O primeiro refere-se ao estado ou condição dos sujeitos de sociedades letradas que exercem efetivamente as práticas sociais de leitura e escrita e o segundo, alfabetização, restringe-se aos atos de codificação e decodificação do código, integrando assim o sujeito na sociedade.
Para Freire, é mais importante ler criticamente, com profundidade, do que ler muito sem o comprometimento necessário para a efetiva compreensão crítica da realidade.
A leitura individual é uma boa estratégia de procedimento orientado pelo professor. A leitura silenciosa, antes de uma leitura oral ou em grupo, é um momento preparatório essencial para que o leitor se aproprie das idéias do autor e estabeleça a leitura curiosa e criativa.
O estudo da linguagem apoiado na análise do discurso trata dos processos de constituição do fenômeno lingüístico e da língua, como um sistema abstrato, visto que considera o homem dimensionado no tempo e espaço. “O centro organizador de toda a enunciação, de toda expressão, não é o interior, mas o exterior: esta situado no meio social que envolve o indivíduo” (Bakhtin, 2002, p. 121, grifo do autor).
Bakhtin vê a ideologia como espaço de contradição que emerge de uma interação social. As crianças são a prática, onde o conhecimento garante vida, concretude, significância aos sistemas constituídos, construção de realidade.
A memória interiorizada e o interdiscurso é todo um conjunto de formulações feitas e já esquecidas que determinam o que dizemos. A estratificação, nos recortes dos enunciados feitos pelo sujeito que lhe permite re-significar os significados. Já o interdiscurso refere-se ao nível da intervenção do sujeito.
Na visão bakhtniana de língua como um processo de evolução ininterrupto, que se dá a interação verbal dos sujeitos. Outro ponto é o mecanismo de antecipação, todo sujeito tem a capacidade de experimentar, ou melhor, de colocar-se no lugar em que seu interlocutor ouve suas palavras.
A leitura implica em um processo discursivo entendido como um conjunto de enunciados possíveis numa dada formação discursiva.
Para Geraldi, ler um texto é como ser possuidor de um sentido único. O texto é o produto de uma atividade discursiva onde alguém diz algo a alguém, envolvido num contexto semântico discursivo. Não podemos dizer que os textos são completos com suas informações, pois é um processo de significação e sentido.
O processo parafrásico, refere-se ao dizível, a memória, aquilo que se mantém no discurso. O processo polissêmico diz respeito ao deslocamento, à ruptura de processos e significação, aos múltiplos sentidos.
Para Orlandi, a interpretação é o sentido pensando-se o co-texto e contexto imediato. A compreensão dos processos de significação e interpretação é necessária para lembrar da tipologia: autoritária, o polêmico, o lúdico, devem analisar as condições de produção. O discurso autoritário caracteriza-se pela paráfrase e pela imposição. O discurso polêmico propõe equilíbrio entre polissemia e paráfrase. Já o lúdico promove a polissemia total.
O conjunto de leituras feitas permite ao leitor restabelecer os implícitos, os não-ditos, os estereótipos, os sentidos produzidos na leitura.
A leitura que a escola proporciona é desempenhada a expressão oral respondendo às exigências da retórica e dominando as regras da gramática. Bakhtin propõe que a analise do discurso quanto a hierarquia seja maleável.
Vygotsky mobiliza o conhecimento buscando recuperar o nível de desenvolvimento da criança determinado pelas situações de leituras resolvidas sem ajuda dos alunos.
Abordagens, o estruturalismo tem como princípio básico o estudo da língua a partir de unidades organizadas, de tal forma que constituem um sistema. A leitura como uma atividade que envolve não apenas o ato da decodificação de um código abragendo uma atividade de maior complexidade. A relação com o livro é que materializa isto.
A formação de cidadãos politicamente iguais, pois o trabalho de leitura é livre, então cabe a escola a seleção dos melhores e mais capazes de produzir. A própria escola que através de práticas competitivas e diferenciadas tomando um lugar de produção. O que efetiva todas estas práticas que podem ser legitimadas como línguas padrão.
Na transmissão da informação e não na relação de sujeitos que estabelecem processos de identificação subjetiva e construção da realidade tranversalizado pela historicidade.
A língua é entendida como instrumento de comunicação entre as pessoas ou como objeto de estudo. O autor transmite os pensamentos, cabe ao leitor decodificá-los, compreender, por isso é importante compreender ou interpretar. A paráfrase concretiza-se por marcas lingüísticas. A leitura prévia é o primeiro passo para a valorização da leitura.
Esta abordagem ilumina a urgência da alfabetização e da conscientização das massas, que eram marcadas pela opressão e desigualdade, impedidas de exercerem, de forma plena, a sua cidadania e apontam a relevância de uma pedagogia da palavra contextualizada.
Nas idéias de Freire está implícita a crítica à chamada escola tradicional, que transforma a leitura em um ato de decifração.
A democratização da educação para Freire, supõe um aprendizado da leitura e escrita que abre caminhos para o homem ser agente de si mesmo.
Dessa forma, a leitura autoritária, impositiva, dogmática não tem lugar na proposta freiriana, porque faz com que o aluno reproduza a interpretação certa. A leitura libertária, no entanto, permite que o aluno corra riscos.
Freire ainda critíca a leitura que na escola sacraliza o texto impresso, destituindo-o da condição de questionamento e da interlocução com o leitor, porque portador de verdades. O texto subjuga tanto o professor quanto o aluno.
A leitura libertária torna-se uma ação transformadora, impõe um ato de ler com seriedade, que exige do leitor uma disponibilidade interna para adentrar o texto, compreendendo-o na intertextualidade e no contexto do leitor. A leitura séria compromete o leitor, envolve-o na investigação dos por menores criando uma aproximação entre o contexto do leitor e o do escritor. Para que a leitura permita melhor apropriação das informações, é fundamental que o leitor localize, situe o contexto do autor do texto – o contexto social, político, ideológico, histórico que fez com que o autor escrevesse o que escreveu.
Temos ainda, de Soares, o destaque da diferença entre letramento e alfabetização. O primeiro refere-se ao estado ou condição dos sujeitos de sociedades letradas que exercem efetivamente as práticas sociais de leitura e escrita e o segundo, alfabetização, restringe-se aos atos de codificação e decodificação do código, integrando assim o sujeito na sociedade.
Para Freire, é mais importante ler criticamente, com profundidade, do que ler muito sem o comprometimento necessário para a efetiva compreensão crítica da realidade.
A leitura individual é uma boa estratégia de procedimento orientado pelo professor. A leitura silenciosa, antes de uma leitura oral ou em grupo, é um momento preparatório essencial para que o leitor se aproprie das idéias do autor e estabeleça a leitura curiosa e criativa.
O estudo da linguagem apoiado na análise do discurso trata dos processos de constituição do fenômeno lingüístico e da língua, como um sistema abstrato, visto que considera o homem dimensionado no tempo e espaço. “O centro organizador de toda a enunciação, de toda expressão, não é o interior, mas o exterior: esta situado no meio social que envolve o indivíduo” (Bakhtin, 2002, p. 121, grifo do autor).
Bakhtin vê a ideologia como espaço de contradição que emerge de uma interação social. As crianças são a prática, onde o conhecimento garante vida, concretude, significância aos sistemas constituídos, construção de realidade.
A memória interiorizada e o interdiscurso é todo um conjunto de formulações feitas e já esquecidas que determinam o que dizemos. A estratificação, nos recortes dos enunciados feitos pelo sujeito que lhe permite re-significar os significados. Já o interdiscurso refere-se ao nível da intervenção do sujeito.
Na visão bakhtniana de língua como um processo de evolução ininterrupto, que se dá a interação verbal dos sujeitos. Outro ponto é o mecanismo de antecipação, todo sujeito tem a capacidade de experimentar, ou melhor, de colocar-se no lugar em que seu interlocutor ouve suas palavras.
A leitura implica em um processo discursivo entendido como um conjunto de enunciados possíveis numa dada formação discursiva.
Para Geraldi, ler um texto é como ser possuidor de um sentido único. O texto é o produto de uma atividade discursiva onde alguém diz algo a alguém, envolvido num contexto semântico discursivo. Não podemos dizer que os textos são completos com suas informações, pois é um processo de significação e sentido.
O processo parafrásico, refere-se ao dizível, a memória, aquilo que se mantém no discurso. O processo polissêmico diz respeito ao deslocamento, à ruptura de processos e significação, aos múltiplos sentidos.
Para Orlandi, a interpretação é o sentido pensando-se o co-texto e contexto imediato. A compreensão dos processos de significação e interpretação é necessária para lembrar da tipologia: autoritária, o polêmico, o lúdico, devem analisar as condições de produção. O discurso autoritário caracteriza-se pela paráfrase e pela imposição. O discurso polêmico propõe equilíbrio entre polissemia e paráfrase. Já o lúdico promove a polissemia total.
O conjunto de leituras feitas permite ao leitor restabelecer os implícitos, os não-ditos, os estereótipos, os sentidos produzidos na leitura.
A leitura que a escola proporciona é desempenhada a expressão oral respondendo às exigências da retórica e dominando as regras da gramática. Bakhtin propõe que a analise do discurso quanto a hierarquia seja maleável.
Vygotsky mobiliza o conhecimento buscando recuperar o nível de desenvolvimento da criança determinado pelas situações de leituras resolvidas sem ajuda dos alunos.
Abordagens, o estruturalismo tem como princípio básico o estudo da língua a partir de unidades organizadas, de tal forma que constituem um sistema. A leitura como uma atividade que envolve não apenas o ato da decodificação de um código abragendo uma atividade de maior complexidade. A relação com o livro é que materializa isto.
A formação de cidadãos politicamente iguais, pois o trabalho de leitura é livre, então cabe a escola a seleção dos melhores e mais capazes de produzir. A própria escola que através de práticas competitivas e diferenciadas tomando um lugar de produção. O que efetiva todas estas práticas que podem ser legitimadas como línguas padrão.
Na transmissão da informação e não na relação de sujeitos que estabelecem processos de identificação subjetiva e construção da realidade tranversalizado pela historicidade.
A língua é entendida como instrumento de comunicação entre as pessoas ou como objeto de estudo. O autor transmite os pensamentos, cabe ao leitor decodificá-los, compreender, por isso é importante compreender ou interpretar. A paráfrase concretiza-se por marcas lingüísticas. A leitura prévia é o primeiro passo para a valorização da leitura.
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